DEFLAÇÃO: Em julho, Região Metropolitana de Salvador tem maior redução da inflação em 33 anos

Recuo da inflação e do custo de vida na RMS foi mais intenso do que verificado no país

Por: Redação 1
12, ago. de 2022 às 12:00 • Atualz. 15, set. de 2022 às 01:53
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DEFLAÇÃO: Em julho, Região Metropolitana de Salvador tem maior redução da inflação em 33 anos
Em julho, a Região Metropolitana de Salvador (RMS) teve a maior deflação mensal (queda média de preços) em 33 anos de série histórica (-1,06%), segundo informações divulgadas nesta terça-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recuo do custo de vida na RMS foi mais intenso do que o verificado no país como um todo (-0,68%, também uma deflação recorde) e o 7º entre os 16 locais investigados separadamente pelo IBGE para calcular a inflação oficial do Brasil.

Fazem parte da RMS: Camaçari, Candeias, Dias d'Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, Salvador, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz.

O resultado foi fortemente influenciado pela queda verificada no grupo transportes (-5,26%), a mais intensa em 33 anos de série histórica, puxada pelo recuo mensal recorde no preço da gasolina (-16,97%).

O recuo nos combustíveis é resultado tanto da redução de R$ 0,20 no preço médio do produto vendido para as distribuidoras, anunciada em 20 de julho, como dos efeitos da Lei Complementar 194/22, sancionada no final de junho, que reduziu o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações.

Além de transportes e habitação, também foram registradas deflações nos grupos artigos de residência (-0,31%) e comunicação (-0,35%).

Já nos alimentos, o destaque ficou com o tomate (-17,99%, maior deflação), a cenoura (-15,49%), a batata-inglesa (-9,06%) e a cebola (-6,36%) tiveram recuos expressivos nos preços médios, em julho.

Em um mercado de Salvador por exemplo, foi possível encontrar a cenoura que já custou R$ 12 o kg por apenas R$ 2,00 e tomate a R$ 3,90, a batata também está mais barata vendida a R$ 2,96 kg.

De forma semelhante ao IPCA, o INPC de julho na região também apresentou deflação mais intensa do que a nacional (-0,60%). Foi o menor índice, na RMS, em quase 24 anos, desde o registrado em setembro de 1998 (-1,00%).

Fonte: G1 e BradoJornal



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