Ipec e Datafolha receberam mais de R$ 37 milhões por pesquisas no 1º turno e serão alvos de CPI e investigação da Polícia Federal

Na Câmara dos Deputados, Arthur Lira deve votar, na próxima semana, um projeto de lei sobre prazos de pesquisas eleitorais, enquanto busca assinaturas para uma CPI sobre institutos

Por: Redação 1
10, out. de 2022 às 15:53
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Ipec e Datafolha receberam mais de R$ 37 milhões por pesquisas no 1º turno e serão alvos de CPI e investigação da Polícia Federal

Na mira de parlamentares que querem uma CPI para apurar distorções nos números do primeiro turno e da Polícia Federal, as pesquisas Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), ex-Ibope, custaram R$ 23,4 milhões em 2022. Em seguida, aparece o Datafolha, com R$ 14,2 milhões. A informação está registrada na base de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi consultada na sexta-feira (7).

Segundo os dados, as três pesquisas mais caras realizadas pelo Ipec, no valor de R$ 347.659 cada uma, contratadas pela TV Globo, entrevistaram, no total, 9.024 eleitores entre os dias 13 de setembro e 1º de outubro. A média de entrevistados nas pesquisas era de mil eleitores.

Já o Datafolha, instituto do Grupo Folha, que costumava entrevistar entre mil e 6,8 mil eleitores nas pesquisas anteriores, declarou que recebeu R$ 617.972 para uma pesquisa com 12.800 eleitores, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, na véspera do primeiro turno das eleições.

Em comum, os dois institutos erraram o resultado de inúmeras pesquisas realizadas às vésperas do primeiro turno das eleições e são alvo de investigações. Uma delas conduzida pela Polícia Federal, cujo inquérito foi instaurado a pedido do ministro da Justiça, Anderson Torres, e outra, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI das Pesquisas, que na quinta-feira 6 conseguiu alcançar número suficiente de assinaturas para a abertura da investigação, caso a Polícia Federal comprove alguma  irregularidade a investigação poderá estender também para os maiores financiadores destas pesquisas como a própria Rede Globo.

Na eleição presidencial, os dois institutos divulgaram, no sábado 1º, que a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) era de 14 pontos porcentuais. Nas urnas, ficou em 5 pontos.

Especialistas confirmam que as pesquisas induziram o "Voto Útil" no candidato que estava liderando e acabou prejudicando candidatos até da disputa da presidência, como no caso de Ciro Gomes (PDT) que perdeu grande parte dos seus votos para Lula(PT), após a campanha do "Vira Voto" emplacada por artistas globais que afirmavam, baseado nas pesquisas, que o candidato petista venceria no primeiro turno.

O autor requerimento, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), que logo ganhou apoio de outros 29 senadores. Argumenta que as pesquisas eleitorais têm impacto sobre a decisão de voto dos cidadãos, e que as variações de prognósticos entre diferentes institutos indicam “óbvia e inegável existência de desvios inaceitáveis”. Para o senador, há possibilidade convincente de preferência de alguns institutos por determinados candidatos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que irá votar, na próxima semana, um projeto de lei sobre prazos de pesquisas eleitorais. Além disso, o político disse que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os institutos deve ocorrer assim que as assinaturas forem recolhidas.


Fonte: BradoJornal



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