Um evento que tinha tudo para se tornar histórico virou um grande pesadelo. No dia 1º de novembro, o Monte Santo Festival reuniu milhares de pessoas para ver Henrique & Juliano; a dupla foi muito elogiada no palco, mas, fora dele, o que se viu foi um show de horrores. Relatos apontam uma série de erros graves na organização do evento que podem ocasionar processos e até obrigar a organização a devolver o dinheiro. Tudo começou pelo mapa da festa, que foi alterado várias vezes para dar espaço aos “lounges VIP” na frente do palco, criando mais 10 camarotes dentro do próprio camarote, o que comprimiu ainda mais o espaço de quem já tinha pago caro para ter um mínimo de conforto.
A falta de orientação na entrada do camarote e da pista fez muita gente pegar filas quilométricas de mais de 2 horas para conseguir entrar no evento, que ainda teve um atraso de mais de 3 horas. O caos não parou por aí: o serviço de bar também teve muita reclamação de cerveja quente, poucos pontos de retirada e preços extremamente abusivos das bebidas. Os banheiros masculino e feminino eram um ao lado do outro, com um paredão na frente, o que fez milhares de pessoas se espremerem. Quando teve início o show principal da dupla, ficou evidente a superlotação nível “lata de sardinha”: muita gente começou a passar mal e houve até desmaios em meio ao empurra-empurra. A segurança e a equipe de socorro eram insuficientes. O mais grave é que quem estava no camarote era obrigado a permanecer no espaço, pois não foi dada nenhuma pulseira para permitir às pessoas sair para tomar ar ou ir à pista; com isso, muita gente que saiu foi impedida de voltar, perdendo o valor investido. Além disso, para vender mais lounges, removeram a passarela e não mostraram imagens dos artistas no telão, prejudicando a visão do show de muita gente que preferiu ir para a pista.
O episódio mais grave ocorreu após o show de Henrique & Juliano, quando spray de pimenta foi soltado no meio da multidão, deixando milhares de pessoas passando mal, com ardência nos olhos, o que obrigou muitos a irem embora. A noite dos sonhos virou um pesadelo. Diante do grande volume de denúncias, um advogado especialista em Direito do Consumidor deixou claro que, para quem entrar na Justiça, é “causa ganha”. Assim, vários consumidores já estão buscando a restituição do valor pago no camarote e até na pista, podendo ter ressarcimento do valor do ingresso, além de despesas como deslocamento, hospedagem e alimentação, etc., e ainda uma indenização por danos morais devido à superlotação. Para isso, é importante guardar os ingressos, notas, prints, fotos, vídeos e relatos de testemunhas. Muitos já estão se mobilizando para acionar a Justiça, para que esses absurdos não voltem mais a ocorrer.
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Fonte: MonteSanto.net
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